Nascido em Campina Grande, Paraíba, cidade do Maior São João do Mundo. Criado, desde os dois meses de vida, nas águas da capital paraibana.
Hoje, com 28 anos, uso das palavras de Clarice Lispector para me descrever: “Sou aquilo que ainda não descobri de mim mesmo”. Sou contraditório e, ao mesmo tempo, alicerçado naquilo em que acredito. Acredito em muito, desconfio de tudo, confio em mim e, às vezes, duvido.
Sou apaixonado por arte, por palavras, pela forma como elas são construídas e por como participam do espelhamento e da construção da realidade.
No jornalismo, uma das formas mais antigas de pensar essa relação é a Teoria do Espelho: a ideia de que o jornalismo seria capaz de refletir a realidade. Mas nenhum espelho é completamente independente de quem olha através dele. Entre o fato e aquilo que é narrado, existem escolhas, linguagem, referências, um sujeito que faz, um segundo que registra o fato e outro que escuta.
Por isso, gosto de pensar em três dimensões desse espelho.
De um lado, o real.
Em seguida, o espelho da realidade: a tentativa de compreender e narrar aquilo que existe.
Por fim, um terceiro espelho, aquele que aponta para quem narra os fatos.
Esse terceiro espelho é o autoconhecimento.
Quanto mais conhecemos nossas referências, contradições, limitações e convicções; mais conscientes nos tornamos daquilo que colocamos diante do outro.
Oylut é Tulyo às avessas.
Não exatamente o meu oposto, mas o reflexo invertido que me permite olhar em volta.